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A junção de diversos órgãos de assistência à agricultura é anunciado como bom pelo governo, mas contestado pela oposição que é reforçada por indícios de enxugamento dos quadros, sinalizado pelo governo.

Após 65 anos de história, o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater, assim como outros dois importantes órgãos, o Instituto Agronômico do Paraná – Iapar e Centro Paranaense de Agroecologia – CPRA, se transformam num único órgão, agora chamado de IDR – Instituto de Desenvolvimento Ruaral do Paraná.

A mudança ocorreu em 2020, e a reportagem de Comcafé, traz uma entrevista com o coordenador regional de projetos do agora IDR-PR de Laranjeiras do Sul, Joelcio S. Vígolo, sobre a mudança, abordando possíveis transtornos para o setor, em especial para os Agricultores familiares.
O deputado Professor Lemos (PT), um dos parlamentares de oposição ao governo, que votou contra a medida, também foi ouvido.
Comcafé: Há reclamações de que a centralização no IDR transformando vários departamentos em um só, tira a autonomia que dava agilidade no atendimento às várias demandas destes órgãos. O argumento do governo é a economia que a fusão vai gerar. Mas, e para o contribuinte, será bom?
Joelcio: Ao criar uma instituição única, o objetivo foi buscar não apenas economia, mas também tornar mais ágil e eficiente o serviço da pesquisa, da assistência técnica e extensão rural, do fomento e da agroecologia. O objetivo não foi centralizar as demandas, mas sim desenvolver o trabalho em conjunto, apresentar melhores estratégias de desenvolvimento e responder de forma mais assertiva aos anseios dos agricultores. Quem garante que tudo isso vai funcionar  é a Diretoria de Integração Institucional, especialmente criada junto com o IDR-Paraná para fazer essa comunicação entre pesquisa e extensão rural. Por outro lado, se pensou que uma maior participação da sociedade seria fundamental neste processo. Para isso, também foram criados os conselhos consultivos mesorregionais, que já foram instituídos com excelentes perspectivas para respaldo da sociedade aos serviços prestados pelo IDR-Paraná. Os conselhos consultivos são os porta-vozes da comunidade para garantir que a entrega de resultados seja ainda mais positiva.
Comcafé: A EMATER sempre foi protagonista no desenvolvimento da agricultura
familiar. Qual a garantia de que com o novo formato, a agricultura
familiar não ficará prejudicada?
Comcafé: Como ficará a ATER ( Assistência Técnica e Extensão Rural ) que a
EMATER sempre fez?
Joelcio: Já respondo as duas perguntas: O IDR-Paraná mantém os mesmos objetivos da extensão rural oficial descritos na Lei Estadual de ATER (Lei Nº 17.447/2012), sobretudo, o atendimento prioritário à agricultura familiar em programas de geração de renda e inclusão social. Ao criar o novo instituto, uma das preocupações foi realmente essa, preservar a essência de cada uma das quatro autarquias (Iapar, Emater, Codapar e CPRA) que deram origem ao IDR-Paraná, ou seja, que continuem cumprindo as suas funções, especialmente a assistência técnica e extensão rural, a pesquisa o fomento e a agroecologia. Desta forma a ATER prestada pelo novo Instituto preserva seus objetivos de inclusão produtiva e social das famílias, o aumento da produção e renda dos pequenos agricultores e a dinamização das economias locais.

Comcafé: O que vai melhorar no CPRA – Centro Paranaense de Referência em agroecologia…vai abrir concurso para serviços especializados nesse departamento?
Joelcio: Após  a fusão das entidades, o objetivo é também reestruturar os quadros contratando novos pesquisadores e técnicos em áreas prioritárias, dentre elas a agroecologia. Inclusive, um dos propósitos do IDR-Paraná é somar esforços junto ao Sistema Estadual de Agricultura para garantir o cumprimento da meta de ter a alimentação escolar no Paraná totalmente orgânica até 2030.
Comcafé: O que é importante destacar para os produtores, no sentido de facilitar o acesso deles aos serviços que necessitam?
Joelcio:  O IDR-Paraná está presente em praticamente todos os municípios do Paraná e desenvolve, com foco na agricultura familiar, ações de pesquisa, extensão rural e agroecologia em programas voltados às principais demandas dos agricultores. A Pesquisa no IDR-Paraná é responsável por gerar conhecimento científico, desenvolver e transferir tecnologias demandadas pela sociedade. A Extensão Rural está presente junto aos agricultores para orientar no uso dessas tecnologias em todos os processos de produção, transformação de produtos, organização rural e comercialização. A Agroecologia, interagindo com estes, orienta para a produção de alimentos seguros, mais saudáveis para a população. O conjunto deste trabalho resulta em ganhos para a cidade e o campo, sobretudo para os agricultores e suas entidades, porque podem ter acesso a mais serviços em uma única instituição, especialmente dedicada ao desenvolvimento rural sustentável.
No entanto, para o deputado estadual Professor Lemos (PT), representando, os parlamentares de oposição à mudança, a fusão vai dificultar para os agricultores, em especial, os da Agricultura Familiar. “O IDR ficou muito grande, centralizando vários institutos em um só comando, retirando a autonomia que dava agilidade no atendimento as várias demandas destes órgãos. A EMATER sempre foi protagonista no desenvolvimento da agricultura familiar. Com o novo formato certamente a agricultura familiar ficará prejudicada”, disse Lemos, destacando ainda que o  CPRA – Centro de Referência em Agroecologia, também é atingido, e que a ATER – Assistência Técnica e Extensão Rural, que a EMATER sempre fez , será gradativamente terceirizada.

Associado a isto, está a previsão de demissão voluntária aos servidores, lançado pela autarquia, que ainda não abriu edital de concurso para novas contratações. O que pode levar a uma menor capacidade de atendimento aos agricultores, caso a estratégia não seja sincronizada.

Defensor da agricultura e comercio local, prefeito diz que o foco será no desenvolvimento integral do município.

De acordo com o chefe de gabinete e responsável pela comunicação da nova gestão municipal de Porto Barreiro, Leandro Duarte, os nomes já confirmados pelo prefeito Vanderlei Volff (PL). Vilmar Rochi (saúde); Leandro Duarte (chefia de gabinete); Everaldo Bueno de Oliveira (viação e obras); Gaspar santos  (finanças); Matilde Palinski  (assistência Social); Eliane Dalmoro (Educação); Jaime Javorski (jurídico) Elza Vaccari  (administração): Francinaldo Simioni (agricultura) e Doriane Bortoluzzi  (assuntos comunitários).

Durante o discurso de posse, o prefeito deixou claro ao futuro secretariado que a decisão final sobre qualquer encaminhamento será sempre dele. “A população me deu a caneta para governar. Eu tanto posso nomear um secretário como posso tirar, pois a palavra final será minha”, disse o prefeito, destacando que dará atenção especial à agricultura e saúde, inclusive reativando a balsa e mantendo estrutura nos postos de saúde comunitários.

De acordo com Duarte, o novo prefeito fará um enxugamento nas secretarias para economizar recursos. Ainda falta nomear o ou a responsável pelos departamentos de planejamento e esportes.

“Fiquei feliz por fazer parte de um grupo que promove a cultura e pelo elo de ligação, porque a gente fica escrevendo meio sozinho, numa cidade do interior. Agora, faço parte desse grupo para trocar, compartilhar informações e aprender.”

Após enviar currículo que passou pela comissão avaliadora dos novos inscritos para integrar o Centro Paranaense de Letras, o escritor laranjeirense, Gerson Boldrini, foi aprovado como um dos mais novos integrantes do órgão, que foi criado em 1912 (mesmo ano de criação do Estado do Paraná e da Universidade Federal do Paraná), e completa cento e oito anos de fundação, neste sábado (19). 

A posse virtual foi na na última segunda-feira (15), e além de Boldrini, escritores das cidades de Guarapuava, Piraí do Sul e Foz do Iguaçu, também foram selecionados e empossados.

Representantes de diversas Entidades culturais do Paraná e outros estados prestigiaram a cerimônia e ressaltaram a eficiência em que o evento transcorria, mesmo em circunstâncias tão adversas por que todos atravessamos, mais ainda, as instituições culturais.

Em entrevista ao site Comcafé, Bondrini conta que após um reencontro com o também escritor e atual presidente do Centro Paranaense de Letras do Paraná, Ney Fernando Perracini de Azevedo, a quem conhece desde 1984, quando se formou em Engenharia Civil, decidiu participar da seleção. “Nessa época, o Ney era o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná. Eu o reencontrei, faz uns 12 anos.  Daí, quando ele soube que eu escrevia, me incentivou para que me inscrevesse, e quando abriu as inscrições, em novembro, me avisou. Encaminhei meu currículo, minhas publicações, e agora em dezembro,  fui avisado de que fui aprovado”, conta Gerson, destacando que se sente honrado pela oportunidade de se relacionar com outros escritores paranaenses.

“Fiquei feliz, por fazer parte de um grupo que promove a cultura e pelo elo de ligação, porque a gente fica escrevendo meio sozinho, numa cidade do interior. Agora, tem esse grupo para trocar, compartilhar informações e aprender. É uma instituição muito interessante, eles são muito ativos, promovem diversos eventos culturais, envolvendo música também”, comemora o poeta.

 

A primeira prisão aconteceu no último dia 20, quando a Polícia Civil de Laranjeiras do Sul prendeu, preventivamente, um homem na cidade de Chopinzinho, apontado como um dos autores do crime que vitimou Ênio Pasqualin, há um mês atrás.

Der acordo com uma Nota, emitida nesta quinta-feira (26), pela Polícia Civil de Laranjeiras do Sul, através do G.D.E – Grupo de Diligências Especiais, a realização de uma ação simultânea nas cidades de Pato Branco-PR e São Marcos-RS, resultou na prisão de um homem em cada uma dessas cidades.

A ação no Estado do Rio Grande do Sul contou com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar de tal cidade para a realização da captura.

Enquanto o homem preso no Rio Grande do Sul é apontado como co-executor do crime, e que foi preso em Pato Branco é apontado como mentor, articulador e contratante dos outros dois.

“Segundo as investigações, um dos executores devia cerca de R$ 800,00 ao contratante, que, em troca de tal dívida, encomendou a morte da vítima.”, diz a referida Nota, detalhando que  “no dia do crime, o contratante forneceu as armas de fogo e levou a dupla de executores até as cercanias da propriedade da vítima, evadindo-se de lá, deixando a fuga a cargo da dupla. Os executores, então, aproveitaram a ocasião e roubaram a vítima e seus familiares, levando-a até local ermo onde, com um único disparo nas costas, ceifaram a vida dela.”, ressalta o informe da PC.

“Destaca-se ainda, que: “Após praticarem os crimes, os executores ainda contaram com o auxílio do contratante, que os aguardavam na cidade de Chopinzinho-PR, na medida em que este os buscou quando eles abandonaram a camionete na zona rural de Mangueirinha.” e que, “Os executores do crime sequer conheciam a vítima, ao passo que o contratante teria animosidade com este em virtude de um desentendimento no passado em razão de um problema que teria ocorrido com um lote de um familiar seu. Aos executores, no entanto, o contratante teria alegado que o fato se tratava da vingança pela morte do irmão dele, ocorrida no ano passado.”, fato para o qual não há indícios, de participação da vítima na morte do irmão do contratante, observa a nota.

A note antecipa que o inquérito policial será relatado e concluído, nesta sexta-feira (27), e que e os três presos ficarão à disposição da Justiça.

De acordo com informações da 2ª SDP de Laranjeiras do Sul, as Polícias Civil e Penal de Laranjeiras do Sul comunicam que, em razão da ação de indígenas contra policiais rodoviários federais, na tarde desta segunda-feira (16), no município de Nova Laranjeiras, determinou-se a remoção dos indígenas para outro estabelecimento prisional do Estado.

“Por questões de segurança, o destino dos presos não será revelado ao publico até que a situação de crise seja solucionada.”, diz a nota.

Comunico meu retorno como jornalista, aqui, no Comcafé, e peço licença aos leitores para narrar em primeira pessoa, um resumo de minha experiência como candidata a vereadora, assim como para emitir minha opinião, acerca do que vivenciei durante o pleito eleitoral, em Laranjeiras do Sul.

Quero começar justificando minha ausência e não atuação neste site, nos últimos dois meses, em função de estar participando do pleito eleitoral.  Cumprimento a todos e agradeço aos 67 eleitores que puderam compreender minha mensagem sobre os temas que abordei em minha campanha. Pois meu objetivo principal, foi pela oportunidade de colocá-los em debate, bem como sentir o interesse dos laranjeirenses, de serem representados nessas áreas. E nesse sentido, apesar das interferências inerentes ao modelo atual de política eleitoral, minha avaliação é de que o trabalho só começou.

No campo da cultura, vi brilharem os olhos de muitas crianças e adolescentes, que agora em casa, em função da pandemia, ouviam minhas propostas junto com seus responsáveis. Eu tive a certeza de que eles/elas adorariam ter a oportunidade de assistirem a um espetáculo de dança, de teatro, de música, de literatura. E no finalzinho, participarem de uma oficina com os artistas da vez, se experimentando naquela arte que acabaram de ver apresentada, ali na sua comunidade, no palco móvel do projeto do ônibus cultural nos bairros.

No campo das razões do feminismo, ouvi muitas mulheres vítimas da desigualdade social:  da violência doméstica; do abandono dos parceiros na responsabilidade com os filhos; da dificuldade para deixar as crianças para trabalharem como diaristas em lares ricos, enquanto os filhos delas ficam em lares tão desprovidos de condições mínimas de bem estar; da dor de terem os filhos presos; da dificuldade de certos serviços públicos, pois relatam aguardar por até 8 meses por um exame ou por uma consulta médica especializada para si ou para um dos filhos, sem condições de pagarem particular, como muitos cidadãos e cidadãs laranjeirenses têm feito; da falta de oportunidade para que seus filhos e netos, encontrem trabalho para que elas possam tirar dos ombros, tamanha responsabilidade com tudo.

No campo da agroecologia, foram poucas, mas encontrei algumas pessoas conscientes, fazendo de alguma forma, o contraponto ao sistema massacrante, plantando alimentos em seus quintais (aqueles que têm algum espaço), não desperdiçando matéria orgânica, tendo responsabilidade com relação à produção de lixos poluentes, compreendendo o direito a terem saneamento básico e deixarem de poluir, mesmo que involuntariamente, os rios e ecossistema, assim como interessados na melhoria para a coletividade. Ou seja, agindo em prol de alguma autonomia, de alguma sustentabilidade, mesmo que pontualmente. No entanto, para a maioria, ainda é preciso falar pedagogicamente sobre os impactos ambientais, explicando sobre que é o nosso meio ambiente e sobre a relação que devemos ter com ele, mesmo que individual, fazendo a diferença para todos.

Por fim, no campo do acesso ao ensino superior, cuja abertura para sentir o interesse, foi falando sobre minha proposta do cursinho pré-vestibular gratuito, obtive dois tipos de reação. Um deles, de interesse, quando falava para aqueles com melhores condições de vida. Estes, reagiam afirmativamente, manifestando que poderia ser um benefício para si ou para seus filhos. Outro tipo de reação, foi o de desesperança em chegar a ocupar uma vaga em alguma universidade. Nesses casos, ao perguntar o porquê, cheguei a ouvir depoimentos que vêm de encontro, tanto a necessidade de promover o acesso à cultura, como à universidade, assim como do desenvolvimento do modelo agroecológico em todas as frentes. O depoimento que mais me chocou, foi o seguinte:

“Eu moro nesse diabo de lugar que cheira mal (referindo-se às inúmeras fossas sépticas nos bairros), preciso trabalhar de cortador de pinus e de erva-mate para poder comer, e a senhora vem me falar em universidade, dona. Eu só quero poder comer, e para esquecer essa merda de vida, beber e tal…. meus amigos, uns estão estão no educandário, outros no cemitério. Então, não tem nada pra mim, não adianta eu querer”, disse-me um jovem de 22 anos. Diante disto, depois dele mencionar o cheiro mal, eu quis saber o por que, e me voltei para a realidade da falta de saneamento básico em mais da metade de Laranjeiras do Sul, e então, encampei o discurso sobre a necessidade emergente de tal serviço público, que espero que logo aconteça. Infelizmente, sabemos que o depoimento forte, do referido jovem, revela o sentimento de centenas deles, que vivem nas periferias de nossa cidade, sem esperança de ocupar seu lugar de direito, que é numa universidade.

Diante de tais realidades, caríssimos leitores, me sinto ainda mais responsável em dar voz àqueles que carecem dela, e que diante de uma necessidade imediata, infelizmente,  ainda são cerceados do voto livre. Digo isto, porque alguns votos (Tribunal Regional e Superior Eleitoral) me foram ofertados em troca de gasolina, de materiais de construção, de dinheiro, de bebidas, de passagens para os familiares virem votar, de cestas básicas, de caçamba de terra, de pagamento da conta da  luz ou da água. Triste realidade constatada, denotando o vicio do eleitor em pedir algo em troca do voto, tirando dele a liberdade de escolha baseado em propostas e competência dos candidatos, quando, diferente de mim e certamente de muitos colegas candidatos, podem encontrar outros que ao invés de conscientizá-los, podem se aproveitar da condição de fragilidade destas pessoas. Como fiscalizar isto, TSE, TRE e Ministério Público? Quando chegaremos a um processo eleitoral realmente transparente? Talvez eu já não esteja aqui. Mas enquanto estiver, quero dar minha contribuição,  nesse sentido.

Muitos outros aspectos dos bastidores da eleição municipal 2020, rendem textos que pretendo compartilhar aqui. Inclusive da importância de benfeitorias realizadas pela gestão pública, e que justificam a preferencia massiva do eleitorado pela Coligação Laranjeiras Cada Vez Mais Forte, em todos os bairros. Como a bela praça com parquinho e academia ao ar livre no Monte Castelo. A importância da descentralização e manutenção do funcionamento de postos de saúde em localidades mais afastadas. O asfalto e iluminação em quase todos os bairros da cidade. As estradas em boas condições em quase todas as comunidades do interior. O atendimento na Assistência Social. A regularização de terrenos, incluindo a compra pelo município, de áreas para habitação.

É fato, que com relação ao prefeito, os eleitores apostam na continuidade daquilo que está dando certo, ao mesmo tempo em que esperam mais melhorias. A expectativa manifestada agora, é pela geração de empregos e mais oportunidade de formação em nível técnico, para poderem ocupar essas futuras vagas de emprego. Pois é a partir do suprimento de necessidades básicas, como garantia da alimentação, habitação, saúde e escola, que o interesse por mais direitos, passa a ser despertado.

Desejo com este breve relato, observações e apreensões da realidade, contribuir para que os gestores municipais, bem como os vereadores eleitos e reeleitos e demais entes públicos, caso leiam esta publicação, reflitam sobre o porque, dos porquês. Muito obrigada!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A motivação das estudantes, para manter uma barraca na feira, é compartilhar a cultura haitiana com os habitantes de Laranjeiras do Sul.

Wideline Laustin e Idege Aimable, durante comercialização de produtos da cultura do Haiti, na feira do produtor, el Laranjeiras do Sul.

 

As estudantes da UFFS, do Mestrado em Agroecologia, ambas de Porto Príncipe, no Haiti, resolveram procurar a prefeitura Municipal de Laranjeiras do Sul para adequação do projeto de produzir doce  de tomate, doce de maga com abacate, pasta de amendoim e tempero composto, que agora são comercializados por elas na Feira do Produtor, na Praça central de Laranjeiras do Sul, às quintas e segundas-feira.

De acordo com as estudantes, os itens da cultura culinária do país delas e dos outros oito haitianos que já estão há cinco anos no Brasil, atualmente todos estudando na UFFS, são uma forma de compartilharem a cultura e também de desenvolverem uma atividade que proporciona uma relação interativa com as pessoas de Laranjeiras.

“Somos em 10 haitianos aqui, estudando na UFFS. Então, como estamos na pandemia e as pessoas nos perguntam na rua como é nossa comida, resolvemos compartilhar com elas, a nossa cultura”, disse Wideline, destacando que os produtos são naturais, sem conservantes e que os temperos podem ser usados em qualquer tipo de comida, como feijão, arroz e carne.

 

O gosto inspirado pela mãe, por capricho e comida bem feita, com carinho e beleza na apresentação, está sendo reproduzido por três de suas filhas, num espaço privado, mas aberto ao público.

Filhas de Tereza: Ursulina, Lúcia e a Acelinda.

Terezinha Feroldi foi uma mulher de hábitos simples e ao mesmo tempo sofisticados, que viveu em Laranjeiras do Sul até 2013, quando faleceu com 63 anos. Com esforço, capricho e dedicação, criou 8 filhos. Destes, a Ursulina, a Acelinda e a Lúcia Toledo, se associaram no empreendimento do ramo de confeitaria, chamado Filhas de Tereza, mesclando história, cultura e as ancestralidades aprendidas com a mãe.

Elas contam que o espaço com decoração em móveis rústicos e toalhinhas de crochês, aberto há um mês (em plena pandemia) foi tomando forma a partir de um sonho que a Lucia teve com a mãe, e nele ela sugeria que ela chamasse suas irmãs e criassem alguma coisa. “num sonho que tive na véspera do Dia das Mães deste ano, ela me disse para chamar minha irmãs e criar alguma coisa porque a vida estava passando. Eu comentei com elas, e para minha surpresa, estas duas, inclusive a Ursulina que morava ha 28 anos em Curitiba, responderam de imediato e positivamente”. conta Lúcia, que sempre morou em Laranjeiras do Sul, tendo trabalhado em padarias e cantinas da cidade.

Já, a Acelinda, que também morou fora por um bom tempo (Curitiba e São Paulo), tem formação em hotelaria com pós graduação em administração de empresa. A Ursulina, trabalhou maior parte do tempo como instrutora de transito, mas no paralelo, fez um curso de confeiteira pelo SENAC, em Curitiba e já trabalhava lá, com a produção e comercialização de confeitos sob encomendas.

As três irmãs juntaram seus conhecimentos com o conhecimento dos companheiros de duas delas, que são marceneiros e criaram os móveis do espaço, e se dizem muito realizadas com o empreendimento que já demonstra ter caído no gosto dos laranjeirenses “principalmente pela originalidade das receitas, qualidade dos ingredientes e o fatos de nos espelharmos em nossa mãe, que foi uma mulher exemplar por sua força de lutar por nós, muito querida por todos , que amava fazer bolos e tudo o que a gente faz aqui, e que segue nos enchendo de energia”, atribuem.

As irmãs contam que o nome ‘Filhas de Tereza’ é como eram chamadas pelos vizinhos. “como eramos em seis irmãs e dois irmãos, os vizinhos e conhecidos nos chamavam de as filhas da Tereza, que tinha por habito ir até o quintal/terreiro para um intervalo dos afazeres em casa, com um cigarrinho numa mão e um cafezinho na outra”, lembram.

Serviço:

A Confeitaria Filhas de Tereza, fica em frente à AABB – Associação Atlética Banco do Brasil, no Bairro Cristo Rei, em Laranjeiras do Sul, e abre de segunda a sábado(exceto feriados), das 7 às 19 horas.

O Trabalho é duro e as vezes o tratamento voltado para o gênero, as chateiam. “Mas a vida de quem veio da roça nunca foi mole e têm crianças para cuidar.”

Ediane, Sirlei,  Marilei, Márcia e Marciane, enquanto descarregam o a 3ª carreta de areia da manhã.

O dia de um grupo de mulheres que trabalha com carga e descarga de caminhões, começa cedo. As 5h da manhã, já estão em pé, mesmo tendo ido dormir tarde, enquanto cuidam de suas casas, filhos e articulam por telefone, o trabalho do dia seguinte com os motoristas de carretas e caminhões que estão chegando na cidade.

Para formalizar o trabalho, abriram uma micro empresa já há 18 anos, da qual a Ediane é responsável e faz questão de que todas usem uniforme com a identificação da empresa. “É importante porque na verdade a gente é discriminada por fazer um trabalho assim. As vezes ao entrarmos com a roupa suja numa loja e pensam que vamos roubar ou evitam nos atender, achando que não vamos comprar. Então, com o uniforme, a gente é identificada, pelo menos.” Conta Ediane, que afirma não considerar mais o que faz, um trabalho tão pesado. “Já  estamos tão acostumadas com esse ritmo, que já levamos pouco tempo para ganhar nosso honesto dinheirinho e viver em paz”, diz.

Essas mulheres são Ediane, sua mãe Sirlei e suas companheiras de muitas lutas,  Marilei, Márcia e Marciane. Pois além de terem o êxodo rural como história em comum, também moram no mesmo bairro, de forma que outras relações se entrecruzam. Entre elas, são comadres, amigas, cuidadoras dos filhos umas das outras e se alguma coisa acontece com alguma, todas ajudam.

 

 

 

A obra de 219 páginas levou duas décadas de pesquisa e trata da colonização e relação com a Igreja católica da Colônia Amola Faca, de Virmond, de imigrantes poloneses, fundada no início do século XX.

Selma Pszdzimirski Viechnieski.

Tensões na Construção Identitária Polonesa, o Caso da Colônia Amola Faca/Virmond – PR, é o título da obra recém lançada pela historiadora e professora Selma Antônia Pszdzimirski Viechnieski, pela Editora Fi, por meio de live, em função da pandemia.

De acordo com a escritora, a obra é fruto de duas décadas de pesquisa sobre a construção identitária polonesa que é o tema gerador de sua pesquisa, que desenvolveu um estudo sobre a constituição de Virmond, uma colônia de imigrantes poloneses, fundada no início do século XX.

A obra aborda as possíveis relações entre a Igreja Católica e a formação identitária, e como essa relação teria marcado a vida dos moradores, estabelecendo práticas e saberes. De acordo com Selma, para essa compreensão há necessidade de estabelecer conexões com as mudanças ocorridas no interior da Igreja Católica naquele momento, de caráter global, conhecidas como romanização do catolicismo, e também as mudanças em nível nacional, com a busca da afirmação da igreja católica no Brasil. “A religiosidade presente entre os imigrantes, com o desejo da continuidade de exercer sua fé vai estar presentes no lar, na escola e na comunidade como um todo”, diz Selma, ao referir-se à colonização dos imigrantes abordando questões como identidades individuais e coletivas, permanências e mudanças, e a construção da memória. “Através de entrevistas com os imigrantes poloneses e seus descendentes (história oral) e ainda pela utilização de publicações da época pode-se perceber que a fé católica, a nacionalidade, o desejo de construir uma nova vida com a manutenção da polonidade se constituem nos laços que estruturam a identidade da colônia. O conceito de identidade perpassa a análise de todas as questões propostas”, destaca.

Sobre a experiência de fazer um lançamento digital, Selma disse que foi um desafio enorme. “Pensei e repensei muito antes de fazer, mas achei que essa era minha responsabilidade. Essa quarentena imposta pela pandemia está nos fazendo repensar muitas práticas e nos possibilitando novas experiências sem dúvida”, comenta.
“Eu gosto de pessoas, de estar próximo, de interagir com o público. E gosto de me envolver desde a organização do evento, a decoração, os convidados, a mesa, o frio na barriga em cada momento, o olhar e a interação do público durante… acho que a escola me proporcionou muito disso. Além de que se você começa a conversar com as pessoas antes, se descontrai e age com maior naturalidade” avalia a autora referindo-se ainda a mecanicidade da interação com o público por meio de equipamentos eletrônicos “Falar para uma máquina”, para quem não é acostumado, te prende, te deixa nervosa… é muito mecânico. Termina, ninguém vem te dar um abraço, você não vai tirar fotos… Fiz a apresentação de pantufas, senti falta até de meu salto, rsrs”, comenta.

Selma disse ainda que na live não teve muitos acessos no momento, como teria se fosse ao vivo, mas que o link está disponível e continua sendo acessado, esse é o ponto positivo do meio digital, pode ser assistido a qualquer momento. “Quanto a interação no momento não houve, mas aí foi um problema técnico nosso, não observamos e ficou com indicativa para criança, não permitindo que as pessoas enviassem mensagens, curtissem… as pessoas estavam enviando mensagem no privado, mas aí não era mais possível mudar. Essa foi uma falha por falta de prática com a tecnologia mesmo, mais um aprendizado”, disse. “Depois da live e ainda agora estou recebendo mensagens, sejam de carinho, de troca de informações por outros estudiosos do tema, questionamentos diversos. Essa troca de saber é muito legal”, completa.

Onde se pode ser adquirido o livro
A obra pode ser adquirida no site da editora, www.editorafi.org esse endereço vai para o catálogo geral, já este outro vai direto para o livro https://www.editorafi.org/803polonesa . Há duas formas de se obter o livro, baixar gratuitamente em PDF ou comprar o livro (R$ 52,00 + frete). De acordo com a autora, a Editora Fi, é especializada em publicações científicas, e não tem fins lucrativos, seu objetivo é difundir a cultura. “Por isso pode ser baixado gratuitamente, o o custo do livro é somente de impressão mesmo, são 219 páginas e impressões individuais são diferentes de quando se faz uma tiragem. Assim também o autor não tem fins lucrativos. Trata-se de uma parceria importante na circulação do conhecimento”. conclui.

Biografia da autora

Nascida em Virmond, na Antiga Colônia Amola Faca, onde viveu até a fase adulta, Selma Antonia Pszdzimirski Viechnieski graduou-se em História pela UNICENTRO em 1995), e em Pedagogia (UCB – 2009). Especialista em Interdisciplinaridade em Educação (UNIBEM – 1998), Gestão Escolar (UNICENTRO – 2011) e História, Arte e Cultura pela (UEPG – 2013). Mestre em História (UEPG – 2017). E#m 1998, lançou seu primeiro livro, intitulado Virmond – Colonização e Desenvolvimento, pelo CESLA – Centro de Estudos Latino-Americanos – Universidade de Varsóvia. Polônia, e mais recentemente, em 2020, Tensões na Construção Identitária Polonesa, o Caso da Colônia Amola Faca/Virmond – PR, pela Editora Fi.

 

 

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