logo


O gosto inspirado pela mãe, por capricho e comida bem feita, com carinho e beleza na apresentação, está sendo reproduzido por três de suas filhas, num espaço privado, mas aberto ao público.

Filhas de Tereza: Ursulina, Lúcia e a Acelinda.

Terezinha Feroldi foi uma mulher de hábitos simples e ao mesmo tempo sofisticados, que viveu em Laranjeiras do Sul até 2013, quando faleceu com 63 anos. Com esforço, capricho e dedicação, criou 8 filhos. Destes, a Ursulina, a Acelinda e a Lúcia Toledo, se associaram no empreendimento do ramo de confeitaria, chamado Filhas de Tereza, mesclando história, cultura e as ancestralidades aprendidas com a mãe.

Elas contam que o espaço com decoração em móveis rústicos e toalhinhas de crochês, aberto há um mês (em plena pandemia) foi tomando forma a partir de um sonho que a Lucia teve com a mãe, e nele ela sugeria que ela chamasse suas irmãs e criassem alguma coisa. “num sonho que tive na véspera do Dia das Mães deste ano, ela me disse para chamar minha irmãs e criar alguma coisa porque a vida estava passando. Eu comentei com elas, e para minha surpresa, estas duas, inclusive a Ursulina que morava ha 28 anos em Curitiba, responderam de imediato e positivamente”. conta Lúcia, que sempre morou em Laranjeiras do Sul, tendo trabalhado em padarias e cantinas da cidade.

Já, a Acelinda, que também morou fora por um bom tempo (Curitiba e São Paulo), tem formação em hotelaria com pós graduação em administração de empresa. A Ursulina, trabalhou maior parte do tempo como instrutora de transito, mas no paralelo, fez um curso de confeiteira pelo SENAC, em Curitiba e já trabalhava lá, com a produção e comercialização de confeitos sob encomendas.

As três irmãs juntaram seus conhecimentos com o conhecimento dos companheiros de duas delas, que são marceneiros e criaram os móveis do espaço, e se dizem muito realizadas com o empreendimento que já demonstra ter caído no gosto dos laranjeirenses “principalmente pela originalidade das receitas, qualidade dos ingredientes e o fatos de nos espelharmos em nossa mãe, que foi uma mulher exemplar por sua força de lutar por nós, muito querida por todos , que amava fazer bolos e tudo o que a gente faz aqui, e que segue nos enchendo de energia”, atribuem.

As irmãs contam que o nome ‘Filhas de Tereza’ é como eram chamadas pelos vizinhos. “como eramos em seis irmãs e dois irmãos, os vizinhos e conhecidos nos chamavam de as filhas da Tereza, que tinha por habito ir até o quintal/terreiro para um intervalo dos afazeres em casa, com um cigarrinho numa mão e um cafezinho na outra”, lembram.

Serviço:

A Confeitaria Filhas de Tereza, fica em frente à AABB – Associação Atlética Banco do Brasil, no Bairro Cristo Rei, em Laranjeiras do Sul, e abre de segunda a sábado(exceto feriados), das 7 às 19 horas.

O Trabalho é duro e as vezes o tratamento voltado para o gênero, as chateiam. “Mas a vida de quem veio da roça nunca foi mole e têm crianças para cuidar.”

Ediane, Sirlei,  Marilei, Márcia e Marciane, enquanto descarregam o a 3ª carreta de areia da manhã.

O dia de um grupo de mulheres que trabalha com carga e descarga de caminhões, começa cedo. As 5h da manhã, já estão em pé, mesmo tendo ido dormir tarde, enquanto cuidam de suas casas, filhos e articulam por telefone, o trabalho do dia seguinte com os motoristas de carretas e caminhões que estão chegando na cidade.

Para formalizar o trabalho, abriram uma micro empresa já há 18 anos, da qual a Ediane é responsável e faz questão de que todas usem uniforme com a identificação da empresa. “É importante porque na verdade a gente é discriminada por fazer um trabalho assim. As vezes ao entrarmos com a roupa suja numa loja e pensam que vamos roubar ou evitam nos atender, achando que não vamos comprar. Então, com o uniforme, a gente é identificada, pelo menos.” Conta Ediane, que afirma não considerar mais o que faz, um trabalho tão pesado. “Já  estamos tão acostumadas com esse ritmo, que já levamos pouco tempo para ganhar nosso honesto dinheirinho e viver em paz”, diz.

Essas mulheres são Ediane, sua mãe Sirlei e suas companheiras de muitas lutas,  Marilei, Márcia e Marciane. Pois além de terem o êxodo rural como história em comum, também moram no mesmo bairro, de forma que outras relações se entrecruzam. Entre elas, são comadres, amigas, cuidadoras dos filhos umas das outras e se alguma coisa acontece com alguma, todas ajudam.

 

 

 

A obra de 219 páginas levou duas décadas de pesquisa e trata da colonização e relação com a Igreja católica da Colônia Amola Faca, de Virmond, de imigrantes poloneses, fundada no início do século XX.

Selma Pszdzimirski Viechnieski.

Tensões na Construção Identitária Polonesa, o Caso da Colônia Amola Faca/Virmond – PR, é o título da obra recém lançada pela historiadora e professora Selma Antônia Pszdzimirski Viechnieski, pela Editora Fi, por meio de live, em função da pandemia.

De acordo com a escritora, a obra é fruto de duas décadas de pesquisa sobre a construção identitária polonesa que é o tema gerador de sua pesquisa, que desenvolveu um estudo sobre a constituição de Virmond, uma colônia de imigrantes poloneses, fundada no início do século XX.

A obra aborda as possíveis relações entre a Igreja Católica e a formação identitária, e como essa relação teria marcado a vida dos moradores, estabelecendo práticas e saberes. De acordo com Selma, para essa compreensão há necessidade de estabelecer conexões com as mudanças ocorridas no interior da Igreja Católica naquele momento, de caráter global, conhecidas como romanização do catolicismo, e também as mudanças em nível nacional, com a busca da afirmação da igreja católica no Brasil. “A religiosidade presente entre os imigrantes, com o desejo da continuidade de exercer sua fé vai estar presentes no lar, na escola e na comunidade como um todo”, diz Selma, ao referir-se à colonização dos imigrantes abordando questões como identidades individuais e coletivas, permanências e mudanças, e a construção da memória. “Através de entrevistas com os imigrantes poloneses e seus descendentes (história oral) e ainda pela utilização de publicações da época pode-se perceber que a fé católica, a nacionalidade, o desejo de construir uma nova vida com a manutenção da polonidade se constituem nos laços que estruturam a identidade da colônia. O conceito de identidade perpassa a análise de todas as questões propostas”, destaca.

Sobre a experiência de fazer um lançamento digital, Selma disse que foi um desafio enorme. “Pensei e repensei muito antes de fazer, mas achei que essa era minha responsabilidade. Essa quarentena imposta pela pandemia está nos fazendo repensar muitas práticas e nos possibilitando novas experiências sem dúvida”, comenta.
“Eu gosto de pessoas, de estar próximo, de interagir com o público. E gosto de me envolver desde a organização do evento, a decoração, os convidados, a mesa, o frio na barriga em cada momento, o olhar e a interação do público durante… acho que a escola me proporcionou muito disso. Além de que se você começa a conversar com as pessoas antes, se descontrai e age com maior naturalidade” avalia a autora referindo-se ainda a mecanicidade da interação com o público por meio de equipamentos eletrônicos “Falar para uma máquina”, para quem não é acostumado, te prende, te deixa nervosa… é muito mecânico. Termina, ninguém vem te dar um abraço, você não vai tirar fotos… Fiz a apresentação de pantufas, senti falta até de meu salto, rsrs”, comenta.

Selma disse ainda que na live não teve muitos acessos no momento, como teria se fosse ao vivo, mas que o link está disponível e continua sendo acessado, esse é o ponto positivo do meio digital, pode ser assistido a qualquer momento. “Quanto a interação no momento não houve, mas aí foi um problema técnico nosso, não observamos e ficou com indicativa para criança, não permitindo que as pessoas enviassem mensagens, curtissem… as pessoas estavam enviando mensagem no privado, mas aí não era mais possível mudar. Essa foi uma falha por falta de prática com a tecnologia mesmo, mais um aprendizado”, disse. “Depois da live e ainda agora estou recebendo mensagens, sejam de carinho, de troca de informações por outros estudiosos do tema, questionamentos diversos. Essa troca de saber é muito legal”, completa.

Onde se pode ser adquirido o livro
A obra pode ser adquirida no site da editora, www.editorafi.org esse endereço vai para o catálogo geral, já este outro vai direto para o livro https://www.editorafi.org/803polonesa . Há duas formas de se obter o livro, baixar gratuitamente em PDF ou comprar o livro (R$ 52,00 + frete). De acordo com a autora, a Editora Fi, é especializada em publicações científicas, e não tem fins lucrativos, seu objetivo é difundir a cultura. “Por isso pode ser baixado gratuitamente, o o custo do livro é somente de impressão mesmo, são 219 páginas e impressões individuais são diferentes de quando se faz uma tiragem. Assim também o autor não tem fins lucrativos. Trata-se de uma parceria importante na circulação do conhecimento”. conclui.

Biografia da autora

Nascida em Virmond, na Antiga Colônia Amola Faca, onde viveu até a fase adulta, Selma Antonia Pszdzimirski Viechnieski graduou-se em História pela UNICENTRO em 1995), e em Pedagogia (UCB – 2009). Especialista em Interdisciplinaridade em Educação (UNIBEM – 1998), Gestão Escolar (UNICENTRO – 2011) e História, Arte e Cultura pela (UEPG – 2013). Mestre em História (UEPG – 2017). E#m 1998, lançou seu primeiro livro, intitulado Virmond – Colonização e Desenvolvimento, pelo CESLA – Centro de Estudos Latino-Americanos – Universidade de Varsóvia. Polônia, e mais recentemente, em 2020, Tensões na Construção Identitária Polonesa, o Caso da Colônia Amola Faca/Virmond – PR, pela Editora Fi.

 

 

Apesar do estímulo social, da propaganda com viés econômico e carga tributária das drogas lícitas, frustração e desamparo é o que maioria das pessoas encontra quando busca apoio para conter o consumo crônico, inclusive do álcool, que tanto é estimulado como recriminado pela mídia e pela sociedade.

Psicólogo Antonio Carlos Schwab.

Sobre o tema, a reportagem de Comcafé ouviu o psicólogo Antonio Carlos Schwab, abordando sobre o senso comum, bem como a resposta da ciência, ausência de políticas públicas e os paliativos encontrados  quando até mesmo a fé passa a ser um agente solitário no combate do problema que tem muitos fatores a serem considerados e compreendidos por todos.

O Psicólogo Schwab, que atende todos os tipos de drogadição e transtornos mentais, tem por metodologia, o tratamento sistêmico de acordo com a orientação junguiana, baseada nas ideias de Carl G. Jung, isto é, tratar não só a pessoa com o problema, mas também os familiares (filho, pais, cônjuges, irmãos ou outros afetos íntimos mais próximos). Pois, de acordo com ele “é preciso considerar que não é algo do indivíduo apenas. Mas também em relação ao que potencializa a adicção (termo usado na psicologia e psiquiatria para definir o uso de entorpecentes como doença)”. De acordo ainda com o psicólogo, não basta tratar apenas o indivíduo, como se ele optasse pelo processo viciante no sentido da tentativa de alienação daquilo que ela não consegue dar conta. Ou seja, é preciso que a pessoa seja compreendida em todo o seu processo de adicção, seja de qual ordem for, para que busque através do auto-conhecimento, novas posturas que o tirem do sofrimento.

O objetivo principal da reportagem é promover a compreensão do processo de tratamento de álcool e outras drogas por meio da ciência, assim como compreender na visão psicológica, como ocorrem os tratamentos paliativos e se é possível um atendimento público que seja efetivo e amplo, no tratamento de pessoas que estejam buscando ajuda para enfrentar o problema.

Para Schwab, seria fundamental que houvesse, independente do tamanho dos municípios, Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) com atendimento separado para álcool e drogas e para transtornos mentais, de modo que um atendimento não afetasse negativamente o outro. “Não sei como está agora, mas quando trabalhei no Caps de Laranjeiras do Sul, lá trabalhávamos com todo o tipo de drogadição e mais os transtornos mentais, num mesmo espaço. Isto tem origem no sistema, que nos pequenos municípios não tem como fazer a separação dos atendimentos. No entanto, muitas vezes quando se trata duma pessoa com sintomas de álcool, enquanto uma família que está ali com seu ente querido, aguardando atendimento para transtornos, todos se sentem desamparados, desprezados por um sistema que acaba por resultar inoperante no tratamento.

Sobre como ocorre o tratamento em Laranjeiras do Sul, a reportagem ouviu o secretário municipal de Saúde, Valdecir Valicki, que informou que os atendimentos ainda são realizados do mesmo modo mencionado por Schwab, e que inclusive no período da pandemia, não há psicólogos prestando o atendimento. “Estamos com edital aberto para contratar três psicólogos, pois os que temos pelo município, estão afastados por já serem do quadro de risco”, disse o secretário, destacando concordar com a importância de que os tratamentos sejam separados, mas lamentando que os municípios pequenos, realmente não recebam a estrutura necessária para a mudança desejada.

Entrevista 

Comcafé: Como ocorre o processo de autocrítica através do autoconhecimento, que o senhor destaca no seu método de tratamento para a pessoa parar com as drogas?

Schwab: Importante já destacar que no caso do álcool, se trata de alcoolista e não mais alcoólatra. Pois o termo alcoólatra significa que a pessoa idolatra o álcool. Mas isto não acontece desta forma. São muitos os fatores. Pois a pessoa é o resultado de todo um processo formativo, desde a concepção no ventre materno. Toda a experiência com o mundo externo é consequência daquilo que ele capta desde a forma intuitiva na relação com seus genitores. Depois, prossegue para o que ela mesma faz consigo. Mas não se pode ignorar que também está ali, aquilo que fizeram com ela. Portanto, não se pode apontar o dedo para um único indivíduo, independente do que esteja ocorrendo com ele.

Comcafé: Existem estágios para o processo de alcoolismo, por exemplo, que é a droga mais comum?

Schwab: É possível identificarmos três estágios do alcoolismo. O pré-estágio ocorre no primeiro núcleo familiar, pois vai sendo pré-instalado ou constatado de forma fenomenológica no convívio ou não com os pais. Período este em que ocorre o processo formativo da personalidade do indivíduo, de acordo com o seu contexto familiar. Por exemplo, se a criança vê o pai chegando em casa alcoolizado e na melhor das situações, indo direto dormir, ou seja, isto quando ele não vem e bate, agride de diversas formas. Este seria o primeiro estágio em que o indivíduo aprende com os pais ou responsáveis, sobre como se comportar como homem e como mulher. O segundo estágio é muito mais prolongado. É quando a pessoa exerce aquilo que aprendeu. Então a pessoa aprendeu a beber, por exemplo, e apreendeu/tomou para si, aquele “modelo bonito” que é associado ao sentimento pelos familiares e que se naturaliza como uma forma de se dar bem com os amigos, de relaxar, de se soltar para uma conquista amorosa, dentre outras relações. Já, a terceira fase, é o processo de sequelamento. Que é o processo de autodestruição e destruição do seu núcleo familiar do momento. É uma fase que parece que não tem mais jeito. A pessoa começa a se perceber assim. Em função de tudo isto, a pessoa nega a dependência.  Mas não há como, pois aquilo já está tão instaurado e  posto no seu dia a dia. Aí está o motivo pelo qual trabalhamos com o processo sistêmico, que visa também a escuta e apoio formativo dos familiares para que compreendam o problema. É preciso que a auto análise ocorra em todos. Não apenas no indivíduo que apresenta o problema. Porque, se nós só apontamos o dedo para ele, nós estamos numa relação abusiva, porque ele não tem força para sair sozinho. E se o contexto fora do ambiente terapêutico que é em torno de 50 minutos, uma hora, por semana, quinzenal ou por mês (imagine no caso do serviço público que o atendimento ocorre a cada 60 ou até 90 dias), se no resto do tempo não encontrar apoio e compreensão no grupo familiar. Por isso, dentro do processo sistêmico, tratamos toda a família, pois nem sempre é só a pessoa viciada que está doente.

Comcafé: E como é possível a família ainda encontrar forças para apoiar, ao invés de apenas aguardar pelo resultado do tratamento?

Schwab:  É preciso compreender que o agravamento que chega no terceiro estágio, está na frustração vivencial da pessoa em não dar conta de cumprir com suas responsabilidades, em função do vício, como por exemplo, um sujeito que é mantenedor de uma família e de repente, é demitido do emprego. A primeira válvula de escape é tentar esquecer aquela dor que está sentindo, na bebida ou em outras drogas que tenha se tornado dependente. Precisamos ter claro que pensar numa ajuda terapêutica por exemplo, é para uma minoria, quase um luxo. É muito mais fácil uma substância qualquer como o álcool, por exemplo, que inclusive, é lícito e socialmente aceito.

Comcafé: Há quem associe a dependência como genética. Isto ocorre ou é equívoco?

Schwab: Definitivamente, não se trata de um problema genético. Não exite um gene que transmita do pai para o filho uma dependência química. Mas há um outro conceito que se confunde muitas vezes, que é a “fenotipia”. Ou seja, o experienciar de um processos onde o filho vê como o pai e a mãe agem.  A pessoa vai aprendendo como alienar a sua consciência das suas frustrações, de seus medos, das suas fraquezas, da sua timidez. Voltando-se para o álcool, ao qual se tem acesso mais imediatamente, parece que é a pilula da alegria, da transformação, e que, de acordo com o reflexo daqueles laboratórios familiares, onde para comemorar algo, há que ser regado a bebidas ou outras drogas. É uma questão da própria cultura ocidental. E é por isso, que é preciso compreender os fenômenos que ocorrem.

Comcafé: E a indução indireta às drogas, por meio de propaganda, etc. Vemos em muitas lives, os artistas sendo patrocinados por algumas marcas e consumindo bebidas.  Nesse sentido, a cultura também pode ser um gatilho que se deixa utilizar para induzir ao uso de entorpecentes?

Schwab: Em alguma dessas lives você viu algum artista dizendo beba esta cerveja, ou este vinho ou este wiski? Certamente não. Quero provocar a pensarmos que mesmo havendo o patrocínio de bebidas, nenhum ídolo convida seus fãs para beber aquela bebida. Mas não é preciso, pois isto está implícito. Vamos pensar numa noite de Natal em que você, lá do alto, avista uma carreata daquela bebida muito popular, muito iluminada. Eles apenas mostram uma carreata iluminada que remete nas pessoas uma noite de natal encantadora em família. Eles não dizem que o consumo daquela bebida poderia causar dependência ou mal. O que eles transmitem é uma mensagem subjetiva de encantamento, vendendo o sonho, ou seja, a publicidade, que é diferente da propaganda em si. É nesse sentido que o encantamento com qualquer entorpecente é uma cortina de fumaça. É nesse sentido que as drogas se tornam doenças sociais. Primeiro você vê apenas o encantamento, como se estivesse vendo pela tela de um computador. No entanto, a partir do momento em que você toca com o dedo, abre-se todo um processo que pode te levar à destruição. É por tudo isto que o tratamento sistêmico é necessário. Pois, se a sociedade não assume o “mea-culpa” e a própria família também não dá suporte, a situação se torna cruel.

Comcafé: Então como fica a dinâmica do tratamento no âmbito do serviço público?

Schwab: No âmbito público, há o Centros de Atenção Psico-Social. Porém, principalmente nos municípios pequenos, não se conta com estruturas adequadas para que se faça o tratamento. Em geral, todos os tipos de situações são tratados num mesmo local, tendo que absorver tanto os caso de alcoolismo como de outras drogas e os transtornos mentais, inclusive os severos, num mesmo espaço. Claro que é feito um apoio emocional, instrumentativo e formativo aos familiares. Mas não há como tratar sistemicamente o problema.

Comcafé: Além dos serviços individuais de psicoterapia e atendimento no Caps, também existem instituições que acolhem num formato de comunidade terapêutica, a exemplo do Esquadrão Resgate de Laranjeiras do Sul, que tem uma pratica de Tratamento través da Fé, cujo trabalho começa com internação e abstinência total. Estes também funcionam?

Schwab: Sobre as comunidades terapêuticas que focam na abstinência do entorpecente, mas sem o tratamento sistêmico,  sou contra. Principalmente, nos caso em que não se trabalha com o apoio da ciência.  A fé, eu reputo como de grande importância. Porém, se aliada à ciência. Mas a fé por si só, vejo que fica um desiquilíbrio, da mesma forma que a ciência sem fé, também fica em desiquilíbrio. Deveria ter um equilíbrio dinâmico entre ciência e fé. Porque a fé ou a religião sobre uma bandeira doutrinária dogmática, traz um processo de retirada de autonomia dum pensar mais amplo, só se focando naquilo. Muitas vezes há uma pecaminização ou demonização daquilo que não faz parte do processo doutrinário dogmático aplicado. Eu vejo as comunidades que têm esse perfil de comunidade terapêutica, mais como sociais do que terapêutica. Pois não há um processo de trazer o indivíduo para um processo de auto análise por meio do conhecimento, onde tanto esse indivíduo como a família podem rever os princípios que o levaram àquilo. É como se fosse possível deixar para trás tudo aquilo que potencializou o estágio da doença, só vendo o indivíduo a partir daquele momento. Se você seguir este caminho, você será salvo de tudo. Isto vem totalmente contrário a uma abordagem analítica e não diretiva, onde as forças de cura não estão num médico, num pastor, no psicólogo, nos mestres espirituais nem nos remédios. As forças de cura estão sim no indivíduo, mas é preciso dar todo um suporte para que este indivíduo se auto-critique, se auto-conheça. Ele e sua família. Só a partir disto, desta libertação e da busca pela verdade interior é que este indivíduo vai se libertar. E não do fechamento para tudo o que fez, produzindo culpa, substituindo muitas vezes o vício, por um amarguramento e um sofrimento eternos, podendo inclusive, potencializar outras formas de dor e sofrimento, tanto para si como para outras pessoas, pois muitos não aceitam tais formas de aprisionamento. Por isso, muitas pessoas preferem ficar pelas praças. É a espiritualidade que liberta e não esta ou aquela religião. Só o auto-conhecimento faz com que a pessoa não se aprisione e busque uma integração com o divino, por meio da integração com a natureza, com a mãe Terra, se harmonizando com outros irmãos de outros reinos, animal, vegetal e humano. Essa integração dentro de Gaya que é a mãe Terra é que é libertadora, sobre a égide da luz, da divindade. É assim que eu vejo.

 

 

 

Fonte: https://www.uffs.edu.br/campi/laranjeiras-do-sul/noticias/campus-laranjeiras-do-sul-discute-plano-institucional-de-biosseguranca-e-retomada-das-atividades

Em reunião realizada em julho, UFFS campus Laranjeiras do Sul discutiu Plano Institucional de Biossegurança.

Foto: Lucas Ferreira 

No último dia 21 de julho, a UFFS – Campus Laranjeiras do Sul realizou uma live para apresentação e discussão do Plano Institucional de Biossegurança, proposto por uma comissão do Conselho Universitário (Consuni), que trata da preparação e retomada gradual das atividades letivas no âmbito da UFFS.

Participaram da discussão o diretor do Campus, Martinho Machado Junior, o coordenador acadêmico, Thiago Bergler Bitencourt, a representante local da Comissão de Monitoramento da Covid-19, Silvia Romão, os coordenadores de todos os cursos de graduação do Campus e a representante do Diretório Central dos Estudantes.

Durante a live, além das discussões sobre o Plano Institucional, foram apresentadas as ações desenvolvidas pela Coordenação Acadêmica em conjunto com a Pró-reitoria de Graduação durante o período de pandemia, bem como as ações desenvolvidas pelos cursos de graduação do Campus e também as ações realizadas pela Comissão de Monitoramento da Covid-19.

O professor Martinho considera que as discussões e pontos levantados foram muito importantes, “foram sugeridas alterações na minuta de retorno às atividades, baseadas principalmente na preocupação de um retorno presencial que altere a condição do nível de segurança operacional do Campus. Os dois pontos principais que surgiram foram à preocupação com a abordagem e o acompanhamento pedagógico dos estudantes, e também em relação à estrutura que os estudantes possuem no que diz respeito a equipamentos e acesso a internet”.

A live pode ser assistida no canal do YouTube do Campus Laranjeiras do Sul.

Fonte: Assessoria MST

Os 20 assentamentos e acampamentos envolvidos formam o maior complexo da Reforma Agrária da América Latina.

Fotos da produção e doações em Laranjeiras do Sul. Crédito Jaine Amorin / MST-PR

No Dia Internacional do Agricultor e da Agricultora Familiar, a ser comemorado neste sábado (25), 5 mil famílias camponesas de assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária do Paraná preparam a doação de aproximadamente 200 toneladas de alimentos. Os agricultores vivem em 20 comunidades, espalhadas em 7 cidades da região central do estado, que formam o maior complexo da Reforma Agrária da América Latina.

A distribuição dos alimentos será voltada a moradores de bairros mais vulneráveis das cidades de Laranjeiras do Sul, Rio Bonito de Iguaçu, Quedas do Iguaçu, Espigão Alto do Iguaçu, Porto Barreiro, Goioxim, Cantagalo, e em sete comunidades da Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras.

A diversidade de alimentos frescos, colhidos direto da roça, hortas e pomares de famílias Sem Terra, marca a diversidade da produção feita pelas famílias camponesas. Arroz, feijão, abóbora, mandioca, fubá crioulo, legumes, hortaliças e frutas vão compor a sacola de alimentos que chegará até as famílias.

A ação faz parte da campanha nacional de solidariedade do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que doou mais de 2.300 toneladas desde o início de abril. No Paraná, até o dia 18 de julho foram partilhadas 258 toneladas de alimentos. A iniciativa deste sábado será a maior realizada pelo movimento em um único dia.

Mutirão de solidariedade
União e solidariedade das famílias camponesas marcam a iniciativa, que envolve 20 comunidade, de 7 municípios: Laranjeiras do Sul, assentamentos 8 de Junho, Passo Liso, Bugre Morto, acampamento Recanto da Natureza; Nova Laranjeiras, assentamentos Xagu, Estrela, Coopcal; Porto Barreiro, acampamento Porto Pinheiro; Espigão Alto, acampamento Terceira Conquista (Solidor); Quedas do Iguaçu, assentamento Celso Furtado, Rio Perdido, e acampamentos Leonir Orback, Dom Tomás Balduíno, Vilmar Bordin, Fernando de Lara; Rio Bonito do Iguaçu, assentamentos Ireno Alves dos Santos, Marcos Freire, 10 de Maio, e acampamentos Herdeiros da Terra de 1º de Maio e Antonio Conrado.

Desde o início da pandemia, acampamentos e assentamentos de Quedas do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Rio bonito do Iguaçu já doaram 17 toneladas de alimento.

Em Curitiba, cerca de 7.800 marmitas são produzidas por integrantes do MST e de organizações parceiras, e distribuídas a moradores em situação de rua e moradores de bairros da periferia. As refeições são produzidas todas as quartas-feiras e tem a maioria dos ingredientes alimentos vindos de comunidades do Movimento, de várias regiões do estado. Também foram produzidas e distribuídas 600 máscaras de tecido.As terras de onde hoje milhares de famílias camponesas produzem fartura de alimentos já estiveram sob domínio de um dono, a madeireira Giacomet Marodin, atual Araupel. Uma área de 83 mil hectares de áreas públicas, que abrange diferentes municípios da região, foi adquirida de forma grilada pela empresa em 1972.

Para denunciar e cobrar reforma agrária nas áreas griladas pela empresa, 3 mil famílias Sem Terra ocuparam parte do latifúndio em 17 de abril de 1996, em Rio Bonito do Iguaçu. O fotógrafo Sebastião Salgado eternizou o momento com o registro da marcha em que a multidão de agricultores cruzava as porteiras da fazenda.

Em agosto de 1997, o Incra formalizou a criação do maior assentamento Ireno Alves dos Santos, com 900 famílias – o do Brasil até 2002, quando foi criado em Quedas do Iguaçu o assentamento Celso Furtado, com 1200 famílias. Nos anos seguintes, novas acampamentos e assentamentos foram criados na região.

Em agosto de 2017, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) declarou nulos os títulos de propriedade da madeireira Araupel ocupadas pelo MST, confirmando a prática de grilagem. A determinação resultou de uma ação judicial movida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em 2014. Há dez anos, o Instituto contestava a validade dos títulos do imóvel localizado entre os municípios de Rio Bonito do Iguaçu e Quedas do Iguaçu.

Laureci Leal, integrante da coordenação do MST na região e assentado na comunidade 8 de Julho, em Laranjeiras do Sul, salienta a transformação ocorrida na região após a criação dos assentamentos e acampamentos. “Uma área emblemática, de produção apenas de eucaliptos e pinus, com geração de pouquíssimos empregos, marcada por violência contra trabalhadores, posseiros, com grande histórico de grilagem. Hoje é uma área da reforma agrária, com alta produção de alimentos”.

Você já se perguntou como seria um longo período de recessão como o atual, sem a Internet das coisas, a (AI) Artificial Intelligence?

Sobre o tema, a reportagem de Comcafé entrevistou o virmondense Geovane Fedrecheski, que é doutorando pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), cuja pesquisa é na área de Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês), que trata da conexão de qualquer coisa à Internet. Conforme explica Geovane, seu estudo investiga e desenvolve soluções que permitem que a IoT seja ao mesmo tempo segura (contra hackers ou dispositivos maliciosos) e fácil de usar. Fala ainda sobre a importância do protagonismo popular na utilização e inovação das tecnologias já disponíveis, bem como de sua trajetória como pesquisador.  Acompanhe a entrevista realizada nesta quarta-feira (15).

Comcafé: A internet das coisas, que você expôs resumidamente,  noutro dia que conversamos,  me remeteu à importância desta no dia a dia, mas sobretudo em períodos como este da pandemia, proporcionando que tudo aconteça, mesmo que virtualmente.

Geovane: Legal, então, o que eu acho que fica muito claro nesse cenário é a importância da inovação e a velocidade com que ela está acontecendo. Apesar de toda inovação ser uma melhora incremental, nos últimos anos a cadência é tão acelerada, que o seu acúmulo tem gerado mudanças inimagináveis poucos anos atrás. E o mais interessante é que mesmo nós aqui estando “no interior”, recebemos rapidamente essa “remessa de mudança”. O que falta agora é nós nos tornarmos mais ativos na construção da inovação.

Comcafé: Podemos dizer que não existe mais interior,  nessa perspectiva?

Geovane: Exato.

Comcafé: A internet é a mãe ou a razão da globalização?

Geovane: Acho que é mais para uma impulsionadora democrática. Tínhamos difusão cultural global em aceleração desde antes da Internet, mas esta esteve sempre nas mãos de grandes empresas, emissoras de rádio e tv por exemplo. Agora até mesmo uma criança de 10 anos pode criar conteúdo e publicar para o mundo todo. Vimos muito isso acontecer com a ascensão do YouTube na última década, e a tendência é expandir mais, nessa e em outras plataformas (que ainda virão).

Comcafé: Vi num seriado (Black Mirror), recentemente, um episódio em que robôs comandavam tudo. Até onde você prevê que os avanços digitais podem chegar?

Geovane: Essa pergunta é boa rs. A resposta entediante, mas mais fácil: muito longe, estamos apenas no comecinho. Em 1910 as pessoas rosqueavam fios de eletricidade em bocais de lâmpada para ligar a máquina de lavar — a tomada ainda não havia sido inventada. Claro, no mundo digital já tivemos muitas “tomadas” inventadas, mas ainda teremos um longo, muito longo caminho…

Agora, se for pra fazer algumas apostas… Vejo uma simbiose humano-máquina pra começar. É só pensar em como nós estamos sempre querendo que a máquina nos ajude, e até onde podemos chegar. A pesquisa do meu orientador em Berkeley é exatamente isso, uma “internet no seu corpo”. Temos ainda empresas como a Neuralink do Elon Musk criando interfaces cerebrais para não precisar mais de teclado e mouse. Por fim, não acho que a AI vai ficar consciente ou algo assim, no máximo ter trejeitos humanizados algorítmicos.

Comcafé: Bem, quando lembrei da ficção científica de Black Mirror,  toquei no que nos causa estranhamento em relação à internet,  mesmo que adoremos tudo o que ela nos facilita. Mas também tem avanços que queremos que evolua muito mais, na saúde, por exemplo. Há uma  área em que a tecnologia já atingiu seu objetivo? Ou não há limites para os objetivos da tecnologia?

Geovane: Temos diversos equipamentos na área da saúde que são tecnológicos, e salvam vidas diariamente. Desde um medidor de glicose portátil até respiradores que ficam em UTIs. Mas, mesmo assim, a inovação não para. Na USP, por exemplo, estamos desenvolvendo o respirador Inspire, com preço muito abaixo do mercado, e com capacidades de coleta de dados anonimizados, o que permite inferência estatística e melhorias no funcionamento do próprio respirador. Os objetivos em última instância são sempre do ser humano, queremos resolver algum problema ou ineficiência, olhamos para as técnicas disponíveis, e decidimos se vale a pena o investimento necessário. Eu acho importante respeitar os limites éticos (enorme discussão à parte), mas fora isso, os limites são o que a física e a economia nos impõem.

Comcafé: Então a AI é só um recurso otimizado do próprio ser humano. E por isso, muitas vezes até confundimos quem comanda quem, ou o que?

Geovane: Sim, usamos a AI como um agricultor usa um trator, pois lhe facilita a vida (por sinal, já tem muito trator com AI…). Há uma questão psicológica e evolutiva ao tratar da interação humano x tecnologia, por exemplo, ainda temos dificuldades para dimensionar o tempo gasto com um aparelhinho que cabe no bolso e pode nos dar acesso à informação de todo o globo. A AI pode melhorar ou piorar isso, dependendo dos incentivos de quem estiver desenvolvendo. Eu acho que os filmes, seriados e livros sobre o assunto são ótimos para nos alertar nesse sentido. Os computadores não precisam ter consciência, apenas serem interessantes o suficiente, para “controlar”. Cabe a nós buscar entender isso e controlar, assim como controlamos o que comemos, bebemos, etc.

Comcafé: Nesse caso, a AI é um recurso disponível tal qual os outros capitais a disposição do “homem” ($, Terra, água e outros minerais), acessa-se de acordo com a condição de acessar. Mas a internet, por exemplo nos parece mais acessível. Por que será, temos essa sensação? É real essa facilidade de acesso? Me refiro ainda à própria dificuldade que uma gama da população tem, inclusive, em poder explorar tal recurso. O que a tecnologia pode fazer em prol dela própria, nesse sentido?

Geovane: Se for dar um palpite, a sensação pode vir da facilidade e empoderamento para comunicação. Uma vez “dentro”, ou seja tendo acesso a um dispositivo computacional conectado, independente da circunstância, você estabelece canais de comunicação como bem entender. Novamente podemos contrastar com o rádio e a tv, que são meios unidirecionais. Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas no geral penso que há expansão e democratização no acesso.

Comcafé: Quando contrastamos com o rádio e TV, me ocorre que a dificuldade em fazer uso da AI, esteja no legado destes precursores. Isto por termos cultivado um comportamento passivo em relação à comunicação,  por exemplo. Assim, estamos em transição para sermos sujeitos da ação?

 Geovane: Sem dúvidas, mas ao mesmo tempo há um know how enorme sobre comunicação nesse setor, que pode ser direcionado conforme o soprar dos ventos. Acho que um exemplo interessante são criadores e criadoras de conteúdo. Por exemplo a Nath Finanças, é um canal no YouTube que ensina inteligência financeira para pessoas de baixa renda. https://www.youtube.com/c/NathFinanças

Comcafé: As grandes corporações da área de comunicação,  ainda são soberanas porque migraram rapidamente para as plataformas digitais, mas já sentem que as contradições de uma informação podem ser refutadas imediatamente pelos seus seguidores.

Geovane: Com certeza

Comcafé: Bem, quero deixá-lo a vontade para discorrer sobre o que realmente considera importante que chegue nas pessoas como reflexão sobre a internet e as tecnologias que ela aporta, assim como dos caminhos que te levaram a ela.

Geovane: Acho que tem 2 pontos fundamentais aqui.

O primeiro é justamente a oportunidade que temos de sermos ativos tanto para consumir quanto para criar conteúdo. Esse é o maior poder da internet. Acho que podemos e devemos usufruir dele tanto para fins de lazer quanto para fins profissionais.

O segundo é sobre a fonte da inovação. Globalmente falando, quem cria tecnologia? Quem usa ou consome? Acho que precisamos alcançar mais protagonismo nessa área. O caminho a meu ver é pela educação cultural e tecnológica das crianças, afinal são elas que trazem todos os aspectos do nosso futuro.

Comcafé:  Pode falar sobre sua trajetória como pesquisador?

Geovane: Hoje sou pesquisador e candidato a doutor na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, no grupo de pesquisas aplicadas em Enxames Computacionais. Minha pesquisa é na área de Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês), que trata da conexão de qualquer coisa à Internet. Especificamente, investigo e desenvolvo soluções que permitem que a IoT seja ao mesmo tempo segura (contra hackers ou dispositivos maliciosos) e fácil de usar.

Comcafé:  E quais os caminhos que o levaram a sua pesquisa atual?

Geovane: Sou filho de agricultores do interior de Virmond, sai de casa aos 16 para cursar Ciência da Computação na Unicentro em Guarapuava. Depois fui a São Paulo trabalhar como trainee na LG Electronics, onde fiquei por 2 anos. Resolvi buscar mais desafios, o que me levou ao mestrado e subsequente doutorado na USP, onde aprendi muito sobre inovação e pesquisa de ponta. Recentemente fiz doutorado sanduíche na universidade de Berkeley na California, onde expandi ainda mais os horizontes.

Comcafé: E qual foi seu maior aprendizado, até agora?

Acho que um dos maiores aprendizados foi observar o papel da cultura no desenvolvimento tecnológico e social de uma região. Isso acontece como um ciclo virtuoso em grandes pólos, mas acredito que pode ser replicado aqui e em outras regiões, especialmente nessa época onde a comunicação se tornou tão democrática e acessível. 

Para quem tiver interesse, o perfil do Geovane no Google Scholar é: <https://scholar.google.com/citations?user=TBf0rLkAAAAJ&hl=en>  E seus artigos (os que ele considera mais relevantes) podem ser acessados nos seguintes links:

1 – PID6464017%20-%20Fedrecheski%20et%20al.%20-%20SSI%20for%20IoT.pdf

2 – access-control-swarm.pdf

3 – swarm-economy.pdf

Fonte: Ass. UFFS

 

A ação teve como objetivo orientar os produtores sobre cuidados com a produção e manuseio de alimentos durante a pandemia

Na última semana, o projeto de extensão “Gestão coletiva em associação de pequenos produtores da agricultura familiar”, da UFFS – Campus Laranjeiras do Sul  em parceria com o curso de Engenharia de Alimentos, promoveu capacitação para agricultores familiares integrantes da Associação Resistência Camponesa.

O projeto, que visa apoiar a produção de alimentos saudáveis e fortalecer os pequenos produtores da agricultura familiar, é coordenador pelo professor Luiz Carlos de Freitas e conta com a colaboração da professora do curso de Engenharia de Alimentos Eduarda Molardi Bainy na área técnica de produção de alimentos.

Para o treinamento, os camponeses improvisaram uma sala audiovisual em um barracão da Associação, e o coordenador do projeto realizou a transmissão de vídeos, elaborados pelo curso de Engenharia de Alimentos, com orientações e cuidados com a higiene, manuseio e manipulação de alimentos, especialmente, sobre as medidas preventivas para evitar a transmissão do coronavírus entre os trabalhadores e para garantir a segurança dos alimentos. A participação dos agricultores no treinamento seguiu as recomendações sobre a prevenção da Covid-19.

Um dos vídeos reproduzidos foi “Conversa em tempos de coronavírus: cuidados na produção de alimentos em pequenas propriedades rurais“, elaborado especificamente para o treinamento e que pode ser utilizado livremente para outras iniciativas com pequenos produtores de alimentos. Além desse, também foram exibidos vídeos com orientações sobre o uso correto das máscaras de proteção, elaborados pela professora Cátia Francisco, entre outros.

A capacitação também possibilitou responder questões como: O vírus é transmitido por alimentos? Por que me preocupar? O que pode ser feito para reduzir a chance de contaminação? Quais cuidados preciso ter com alimentos e outros produtos do mercado? Qual é a forma adequada de usar a máscara? Quais cuidados os manipuladores de alimentos devem ter com o uso da máscara? Como higienizar os alimentos e embalagens de forma correta?.

Confira a playlist com 14 vídeos que podem ser utilizados livremente para capacitação de manipuladores de alimentos. Os vídeos foram produzidos pelo curso de Engenharia de Alimentos para a iniciativa Contribuições da Engenharia de Alimentos no combate à Covid-19, promovida pelo curso de Engenharia de Alimentos da UFFS.

Confira os vídeos usados na capacitação:
1) Conversa em tempos de coronavírus: cuidados na produção de alimentos em pequenas propriedades rurais;
2) Como usar a máscara de forma adequada?;
3) Uso de máscara por manipuladores de alimentos e proteção à Covid-19;
4) Higienização e conservação de frutas e hortaliças durante pandemia;
5) Procedimentos de higienização de alimentos e cuidados no mercado durante pandemia de Covid-19.

Mais informações sobre o projeto estão disponíveis em: https://bit.ly/360LCiz

Fonte: Ass. UFFS
Nesta edição, a UFFS oferta 184 vagas em cinco cursos de graduação

Inicia nesta terça-feira (7), e segue até sexta-feira (10), o período para inscrições da edição do segundo semestre de 2020 do Sistema de Seleção Unificada – SiSU. Para realizar a inscrição o candidato precisa acessar a página sisu.mec.gov.br. Podem participar da seleção candidatos que prestaram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2019 e não tiraram nota zero na redação.

O resultado da chamada regular está previsto para ser divulgada no dia 14 de julho. O candidato que não for aprovado em nenhuma opção de curso ainda poderá se inscrever na lista de espera, entre os dias 14 e 21 de julho. O período para matrícula regular é de 16 a 21 de julho.

A Universidade Federal da Fronteira Sul oferta para ingresso no segundo semestre de 2020, por meio do SiSU, 184 vagas em cinco cursos de graduação. Cada candidato deverá escolher, no momento da inscrição, uma única opção de acordo com a modalidade em que se enquadre e pretenda concorrer, conforme descrição a seguir:

I – A0 ( Ampla concorrência): Vagas destinadas a todos os candidatos, independente da procedência escolar, renda familiar, raça/cor e/ou deficiência.
II – L1: Vagas reservadas a candidatos com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salários mínimos e que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (LEI Nº 12.711, DE 29 DE AGOSTO DE 2012).
III – L2: Vagas reservadas a candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salários mínimos e que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (LEI Nº 12.711, DE 29 DE AGOSTO DE 2012).
IV – L5: Vagas reservadas a candidatos que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (LEI Nº 12.711, DE 29 DE AGOSTO DE 2012).
V – L6: Vagas reservadas a candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (LEI Nº 12.711, DE 29 DE AGOSTO DE 2012).
VI – L9: Vagas reservadas a candidatos com deficiência com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salários mínimos e que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (LEI Nº 12.711, DE 29 DE AGOSTO DE 2012).
VII – L13: Vagas reservadas a candidatos com deficiência que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (LEI Nº 12.711, DE 29 DE AGOSTO DE 2012).
VIII – Ação afirmativa V3669: Vagas reservadas a candidatos que tenham cursado parcialmente o ensino médio em escola pública (pelo menos um ano com aprovação) ou em escolas de direito privado sem fins lucrativos, cujo orçamento da instituição seja proveniente do poder público, em pelo menos 50%. Não se enquadram nesta modalidade candidatos que tenham cursado o ensino médio integralmente em escola pública.
IX – Ação afirmativa 3730: Vagas reservadas a candidatos indígenas, condição que deve ser comprovada mediante apresentação do Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (RANI) ou declaração atestada pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

Confira quadro de vagas:

Campus Curso

Modalidade/Turno

Total de Vagas Vagas por Modalidade de Concorrência
A0 L1 L2 L5 L6 L9 L13 V3669 V3730
Chapecó Administração Bacharelado/Noturno 40 04 13 03 13 03 01 01 01 01
Chapecó Ciência da Computação Bacharelado/Noturno 49 05 16 04 16 04 01 01 01 01
Chapecó Medicina Bacharelado/Integral 27 03 08 02 08 02 01 01 01 01
Chapecó Pedagogia Licenciatura/Noturno 48 05 16 04 15 04 01 01 01 01
Passo Fundo Medicina Bacharelado/Integral 20 01 06 02 05 02 01 01 01 01
Totais 184 18 59 15 57 15 05 05 05 05

No Edital nº 369/GR/UFFS/2020 estão as normas do processo de seleção de candidatos para provimento de vagas para ingresso no segundo semestre do ano letivo de 2020 nos cursos de graduação da Instituição.

Fonte: Ass. Imprensa PT Laranjeiras

Nilton Costa, professor da rede pública estadual e Joaquim Souza Neto, engenheiro agrônomo e servidor estadual, são os pré-candidatos a prefeito pelo PT de Laranjeiras do Sul.

Professor Nilton José Costa Silva e o Engenheiro Agrônomo Joaquim Manoel de Souza Neto.

Em reunião virtual realizada no sábado (04), direção e filiados do PT – Partido dos Trabalhadores de Laranjeiras do Sul, confirmaram chapa completa de candidatos a vereadores e decidiram por candidatura própria a prefeito para o pleito de 2020.

A tomada de decisão teve como principal impulso o sentimento unânime do grupo da necessidade de apresentar uma proposta de gestão condizente com as demandas atuais do município, assim como o momento político do partido que é “convocado” pela população e movimentos sociais a marcar presença em todos os municípios do Brasil, tanto diante das contradições, instabilidade e insegurança em que se encontram, diante do atual cenário nacional, como do despontar da realidade, configurada nas decisões judiciais e evidencias claras de que o PT foi impedido no curso de suas ações de desenvolvimento social, econômico e ambiental, bandeiras fundamentais do partido.

Pré-candidatos a prefeito

Um dos nomes dos nomes escolhidos pelo PT como pré-candidato a prefeito, o é o de Nilton José Costa Silva – formado em história pela Unicentro, com pós-graduação em didática e metodologia da educação. Foi servidor público municipal de 1994 a 1997, participou da fundação do sindicato municipal em 1996, foi presidente da APP-Sindicato de Laranjeiras do Sul de 2001/07, foi secretário municipal de educação em 2007 e 2008, e atualmente trabalha no Cense – Centro de Socioeducação de Laranjeiras do Sul.

Outro nome é Joaquim Souza Neto, engenheiro agrônomo, formado pela UFPR – Universidade federal do Paraná, servidor estadual na Emater Paraná desde 1991; foi presidente do Centro Acadêmico de Agronomia da UFPR (gestão 1985/1986), foi o primeiro diretor do Serviço de Água de Porto Barreiro – 1997. Chefe do Núcleo Regional da SEAB – Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (unidade Laranjeiras do Sul), por sete anos, de 2003 a 2009, foi secretário do obras no município da Lapa 2014/2016, atualmente segue sendo servidor Estadual da SEAB com atuação no município de Virmond, e é presidente municipal do PT Laranjeiras do Sul.

 Propostas e diretrizes para o município

Como principais propostas, Professor Nilton destaca: transparência nas contas públicas (por meio do orçamento participativo); centrar forças na geração de empregos; melhorar a qualidade das obras públicas e cumprir a lei no investimento em saúde e educação.

Além da síntese destacada pelo pré-candidato Nilton Costa, uma equipe de integrantes do partido trabalha na sistematização das propostas de gestão, que serão apresentadas à sociedade por ocasião do período eleitoral.

 

 

 

Powered by themekiller.com